UFOPA esbarra em falta de estrutura
Passaram-se três anos
de seu decreto de criação, em 2009, e a UFOPA (Universidade Federal do
Oeste do Pará), ainda vive de improviso. Parte da instituição funciona em um hotel
chamado Amazônia Boulevard. Todos os 1200 calouros que recebe a cada
vestibular, passam pelas 40 salas de aula que funcionam em conjunto com as
atividades hoteleiras.
Para ter uma ideia de como a situação não está boa, no
Campus Rondon, onde funcionava um espaço da UFPA, um prédio ainda não acabado,
já existem salas de aula e laboratórios ocupados desde janeiro. As salas ainda
estão sem acabamento e com áreas em construção, elas servem as demandas
crescentes dos estudantes que chegam. Esse problema só deverá ser resolvido em
2017, quando deverá ser entregue um edifício em quatro etapas no Campus
Tapajós. Segundo o reitor Seixas Lourenço, até lá duas turmas já deverão ter se
formado e a construção do edifício ainda não foi iniciada.
Os professores da UFOPA
também são atingidos pela falta de estrutura, visto que, não existe
laboratórios para desenvolver suas pesquisas. Tem professor dando prazo para
que a situação melhore senão vai embora. Eles alegam que não conseguem ter
aulas práticas, só as teóricas, devido essa desestrutura toda.
Os cursos de Ciências Econômicas e de Farmácia têm sua
continuidade ameaçada por falta de professor. O reitor informou que as
graduações passarão por uma reavaliação para saber se têm condições de seguirem
ofertando vagas.
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