Menor cemitério de Belém tem só 28 túmulos

                                                Necrópole Israelita, em Belém na Soledade, primeiro cemitério israelita do Brasil aberto em 1842 e fechado em 1915, foto de Moisés Unger 2013. Foto: Reprodução/Roitblog

 

Localizado na Avenida Serzedelo Corrêa, no bairro de Batista Campos, fica o primeiro cemitério israelita do Brasil, aberto em 1842 e fechado em 1915, a Necrópole Israelita de Belém foi aberta 74 anos antes do Cemitério Israelita de Inhaúma no Rio de Janeiro, portanto em Belém fica o primeiro cemitério judaico do Brasil. Sua primeira sepultura com data confirmada é a do rabino Mordecai Hacohen z'l, falecido em 1848, provavelmente um dos primeiros rabinos investido no cargo, vindo com a imigração dos judeus do Marrocos e estabelecendo a sinagoga mais antiga em funcionamento do Brasil, a Eshel Avraham, que fica em Belém e quem cuida da necrópole. 


A Necrópole Israelita abriga apenas 28 túmulos, 16 dos quais não possuem qualquer inscrição e todos os outros são de homens. O túmulo que se vê com lápide vertical é de Alfred Levy, falecido em 1872. Seu túmulo tem inscrições em francês e ele nasceu em Erstroff, na Lorena, França, uma minúscula comunidade que em 2010 possuía apenas 209 habitantes.

Segundo historiadores judeus dedicados à Amazônia, entre 1810 e 1930, cerca de mil famílias de judeus emigraram para o norte do Brasil, ainda no ciclo da exportação das "drogas do sertão". Naquela época a população de Belém era de 24.500 habitantes. Estes primeiros imigrantes vieram do Marrocos, de cidades marítimas e portuárias como Tanger, Tetuan, Ceuta, Arcila e Larache.

📸 @belemontemehoje 

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