‘Tadala’ pode aumentar risco de cegueira, aponta estudo

 

Medicamento foi associado a um risco maior de problemas oculares em pesquisa

Hannah Franco


tadalafila, conhecida como “tadala”, pode aumentar o risco de glaucoma e, consequentemente, de perda de visão, segundo um estudo que analisou o uso prolongado do medicamento. A pesquisa avaliou mais de 73 mil homens com 40 anos ou mais e encontrou até 22% mais risco da doença entre os usuários.

O medicamento é indicado principalmente para o tratamento da disfunção erétil, mas ganhou popularidade nas redes sociais entre homens mais jovens. A substância passou a ser divulgada, inclusive, como uma espécie de pré-treino e como forma de melhorar o desempenho físico e sexual.

Pesquisa avaliou mais de 73 mil homens

Os pesquisadores compararam dois grupos, cada um com 36.927 homens. Um deles era formado por usuários de tadalafila, enquanto o outro reunia pessoas que não utilizavam o medicamento.

Após cinco anos de acompanhamento, os usuários apresentaram maior probabilidade de desenvolver glaucoma. O estudo também identificou associação com a hipertensão ocular, condição caracterizada pela elevação da pressão dentro dos olhos e que pode aumentar o risco de glaucoma.

Os autores recomendaram que o acompanhamento oftalmológico seja considerado principalmente para pacientes que já apresentam fatores de risco para a doença.

Tadalafila virou febre nas redes sociais

A tadalafila pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) e atua aumentando o fluxo sanguíneo. O medicamento precisa de estímulo sexual para produzir o efeito relacionado à ereção.

Além do uso para disfunção erétil, a substância também possui indicação para problemas relacionados à próstata. Nos últimos anos, porém, a tadalafila passou a circular nas redes sociais com promessas de melhorar o desempenho físico e favorecer a vasodilatação durante os exercícios.

Dados citados no material apontam que as vendas do medicamento no Brasil cresceram mais de 2.000% em dez anos, passando de cerca de 3 milhões para quase 65 milhões de unidades.

Uso sem orientação preocupa especialistas

A popularização da “tadala” entre pessoas que não possuem indicação médica para o medicamento tem gerado preocupação. O uso por conta própria pode expor o paciente a efeitos adversos e não significa que os resultados prometidos nas redes sociais sejam garantidos.

A nova pesquisa reforça a necessidade de avaliação médica antes do uso prolongado da substância, principalmente entre pessoas que apresentam fatores de risco para doenças oculares.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Fique Antenado: Os softwares das eleições estão sendo testados

Fique Antenada: A reação das empresas à decisão sobre o aborto nos EUA

Em Monte Alegre cinco pessoas de uma mesma família são diagnosticadas com doença de chagas após consumo de açaí