‘Tadala’ pode aumentar risco de cegueira, aponta estudo
Medicamento foi associado a um risco maior de problemas oculares em pesquisa

Pesquisa avaliou mais de 73 mil homens
Os pesquisadores compararam dois grupos, cada um com 36.927 homens. Um deles era formado por usuários de tadalafila, enquanto o outro reunia pessoas que não utilizavam o medicamento.
Após cinco anos de acompanhamento, os usuários apresentaram maior probabilidade de desenvolver glaucoma. O estudo também identificou associação com a hipertensão ocular, condição caracterizada pela elevação da pressão dentro dos olhos e que pode aumentar o risco de glaucoma.
Os autores recomendaram que o acompanhamento oftalmológico seja considerado principalmente para pacientes que já apresentam fatores de risco para a doença.
Tadalafila virou febre nas redes sociais
A tadalafila pertence à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) e atua aumentando o fluxo sanguíneo. O medicamento precisa de estímulo sexual para produzir o efeito relacionado à ereção.
Além do uso para disfunção erétil, a substância também possui indicação para problemas relacionados à próstata. Nos últimos anos, porém, a tadalafila passou a circular nas redes sociais com promessas de melhorar o desempenho físico e favorecer a vasodilatação durante os exercícios.
Dados citados no material apontam que as vendas do medicamento no Brasil cresceram mais de 2.000% em dez anos, passando de cerca de 3 milhões para quase 65 milhões de unidades.
Uso sem orientação preocupa especialistas
A popularização da “tadala” entre pessoas que não possuem indicação médica para o medicamento tem gerado preocupação. O uso por conta própria pode expor o paciente a efeitos adversos e não significa que os resultados prometidos nas redes sociais sejam garantidos.
A nova pesquisa reforça a necessidade de avaliação médica antes do uso prolongado da substância, principalmente entre pessoas que apresentam fatores de risco para doenças oculares.
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